sábado, 6 de maio de 2017

Qual é o segredo dos "nerds"?

Como eles conseguem tirar notas altas, responder suas dúvidas e até mesmo apresentar conteúdos com tanta facilidade? Vivem me perguntando coisas assim. Se você é desses que tem essa curiosidade básica, se haveria um jeito de ser "nerd" também, esse post pode te ajudar.

Primeiro de tudo, não há segredo. Não há nenhuma fórmula mágica nem resposta pronta para como se sair bem na escola. Os pais sempre falam para nós, "estude, estude e estude se quiser ser alguém na vida", mas nem isso resume toda a história. O fundamental não é estudar, e sim aprender. Descobri recentemente que tem gente que divide essas duas palavras em dois significados distintos, sendo estudar ler livros e assistir aulas, enquanto aprender é adquirir conhecimento. Se você focar em estudar sem dar importância à aprendizagem, pode até tirar uma boa matéria em matemática e enganar a todos incluindo si mesmo, porém daqui a alguns meses não vai se lembrar nem do nome do assunto. Decorar pela memória de curta duração não é conhecer, é decorar.

Aprender por sua vez requer interesse. "Pra quê vou precisar disso na minha vida?". Simples: para entender o mundo no qual você vive e com isso desfrutar ao máximo dele. Desde cedo tive um hábito irritante de questionar tudo. Por que o sorvete derrete mais rápido debaixo do sol? Como uma semente vira planta? Por que existe racismo? Como um comprimido tira minha dor de cabeça? As matérias chatas da escola explicam tudo isso e muito mais, contanto que você pergunte primeiro. Abra sua mente e olhos para o universo e a complexidade ao seu redor. Tudo é guiado por uma lógica, por regras, tudo tem um sentido, seu professor conhece um pouquinho disso e deve estar disposto a compartilhar ensinamentos com os alunos, senão não deveria estar ali ensinando.

Eu estou constantemente observando os mínimos detalhes. Quando chego em sala, tenho sede de compreender aquilo que vi antes e ao receber um novo conteúdo, associo ele aos meus conhecimentos anteriores, preenchendo lacunas de dúvidas. Aqui está outra palavra-chave: associar. Na vida real não podemos ver uma gelatina de morango e pensar que ela é resultado apenas de processos físicos ou apenas químicos, mas sim um conjunto deles. A vida é multidisciplinar.

Ao final da aula, quando percebo que alguma dúvida minha não foi saciada, eu pergunto ao professor. Perguntar é essencial para se certificar de que você compreendeu o assunto como um todo e não apenas partes dele. Aguarde aquela frase mágica que silencia a sala, "Alguma pergunta?" e levante a mão.  Perguntar em voz alta pode ajudar também colegas que tem a mesma dúvida mas se envergonham de perguntar. Não tenha medo de "incomodar" (até onde sei, a maioria gosta quando os alunos demonstram interesse e participação na aula), muito menos de fazer uma pergunta "muito besta" que os outros possam dar risada de você, afinal ninguém ainda nasceu sabendo tudo! O professor tem fama de bravo? Não vai com a sua cara? Todos se saem mal na matéria dele? Não é problema seu, quem paga o salário dele é você ou seus pais. A função dele é fazer com que o assunto seja o mais compreensível possível, e caso não cumpra isso, talvez seja hora de avisar à coordenação ou similar. Entretanto, eles são tão humanos quanto eu e você e não terão a resposta de tudo. Nessas horas alguns se dispõem de pesquisar e tentar explicar na próxima aula, mas se não quiserem, pode apelar para o Santo Google, sempre dando preferência a sites institucionais, com fontes claras, sérios e de confiança.

Uma observação que se aplica a muito mais que o ambiente escolar é que não se deve ter medo de errar. Errar faz parte de qualquer aprendizagem e significa que houve uma tentativa de acerto e com o erro você descobre o jeito de não fazer. Evite o erro e, se ele vier mesmo assim, aprenda com ele como se fosse um acerto. Uma dica que repasso é tentar aprender com os erros dos outros ao invés dos seus próprios. O professor reclamou do seu colega que apresentou o trabalho lendo um papel? Ótimo, não leia um papel quando você for apresentar.

Por último, ressalto que por mais que cada um aprende melhor de determinada maneira, como eu aprendo fazendo fluxogramas e ouvindo aulas, uma dica universal é a prática. A maioria das escolas não incentiva os estudantes a meter a mão na massa e isso é um erro horrível da nossa educação. Praticar nos ajuda a enxergar a aplicação daquele conhecimento e consequentemente fixa-lo melhor. Deixe o celular e a TV de lado por um tempinho no final de semana e use ele para colocar sal em cubo de gelo, fazer uma pesquisa sobre os interesses dos seus amigos, plantar feijão em chumaço de algodão, ir à beira de um rio e diferenciar areia de terra, fazer fogo colorido, coisas inusitadas ou não mas que provam que o que você aprendeu na escola é muito mais que números e fórmulas chatas.

Isso não é tudo que há para aprender melhor, apenas indico que os "nerds" não veem a escola como um lugar de tortura e submissão. Pense fora da caixinha que te colocam ao dizer que escola é um inferno e passe a enxergar o privilégio que é ter tanta informação confiável sobre o mundo que todos teremos que encarar cedo ou tarde. As notas devem vir como recompensa pela aprendizagem e se sentir forçado a se dedicar à primeira é quase sempre ignorar a segunda.

domingo, 2 de abril de 2017

Metodologia Ágil: Scrum

Uma pequena empresa de desenvolvimento de softwares chamada SD4 foi
contratada por uma lanchonete de disk-crepes. A lanchonete, cujo dono é o Carlos,
precisa automatizar seu modo de venda: além do telefone, quer vender por um site
responsivo, receber os pedidos em tempo real e mostrar um status ao cliente. A SD4 é
composta por quatro empregados: Milan, Lara, Leo e João. Nenhum deles possuía
experiência com venda online, sentiram necessidade de mais ordem dali em diante e
Milan se encarregou de buscar um método que ajudasse sua equipe, escolhendo o
Scrum. O Scrum é um framework ágil para gerenciamento, planejado para ser simples e
efetivo, ao mesmo tempo que pode ser aplicado a projetos de pequenos a complexos,
sejam da área de Tecnologia da Informação ou de outras formas de desenvolvimento. Seu
nome foi emprestado de uma formação do rugby, esporte fundamentado em organização
e cooperação entre o time. Atualmente é a metodologia ágil mais utilizada em processos
de desenvolvimento de software.

Em 1986, Takeuchi e Nonaka descreveram no artigo "The New Product
Development Game" que equipes reduzidas e multidisciplinares eram mais bem-
sucedidas na realização de projetos de novos produtos, ou seja, cujas tecnologias ainda
não eram totalmente compreendidas. Jeff Sutherland, John Scumniotales e Jeff McKenna,
aprimorando as técnicas relatadas naquele artigo, documentaram o Scrum como se
conhece hoje em 1993, na empresa Easel Corporation, e em 1995 Ken Schwaber a
formalizou e implantou no desenvolvimento de software.

O Scrum é embasado na teoria empírica. O empirismo afirma que o conhecimento
é adquirido por meio da experiência e deve-se fazer escolhas considerando o que já se
conhece. Isso o torna extremamente adaptável a situações distintas, não tendo muitos
detalhes pré-estabelecidos, apenas uma visão geral de regras e valores. São eles os
princípios, papéis, artefatos e eventos.

    •Princípios

Transparência: Aspectos importantes do projeto como status, requisitos e processos
devem ser compreendíveis e estarem à mostra de todos os envolvidos. Para terem esse
entendimento em comum, é preciso que hajam padrões bem definidos para a maneira de
representar, certificando-se que todos entendam aquela maneira, como por exemplo,
todos na SD4 utilizarem a mesma linguagem de programação.

Inspeção: Frequentemente, os envolvidos devem checar o progresso e os artefatos
(resultados de cada processo), com objetivo de encontrar possíveis deslizes, mas não
podem chegar a ponto de atrapalhar o andamento do trabalho. Assim, a equipe entre si
confere se tudo está indo como o esperado, e pode impedir que pequenas falhas
aumentem no futuro.

Adaptação: Como já foi mencionado, o Scrum almeja ser maleável para aplicações de
toda forma. Além disso, se um inspetor decidir que algo está saindo dos limites e pode
prejudicar a entrega do sprint, é necessária uma adaptação no projeto que resolva o
conflito, assim como quando o product owner decide que precisa alterar os requisitos
originais. Elas devem ser aplicadas o quanto antes, a fim de minimizar dificuldades. Os
eventos formalizados no Scrum são dedicados a essas adaptações onde se mostrar
preciso.

    •Equipe/Papéis

Product Owner: Responsável por transmitir de maneira mais clara que puder ao restante
do grupo quais são os objetivos, ou seja, especificar o produto e em qual ordem de
prioridade, e também indicar se deve haver alguma mudança nos requisitos. Ele deve ter
conhecimento aprofundado na área para qual o software está sendo desenvolvido, de
modo que possa auxiliar o time nos detalhes técnicos. Ele faz parte da equipe e portanto
deve se apresentar diariamente para acompanhar o andamento. Carlos, por ter
funcionários que cuidem da lanchonete por ele, se prontificou como product owner.

Scrum Master: Espécie de coach que conhece bem a fundo as práticas e filosofias da
metodologia, fazendo questão de que todos entendam e sigam-na da maneira certa, e
ajudando a equipe a moldar o Scrum para suas necessidades específicas. Pode ser
considerado o líder por estar à disposição da equipe e ser o principal ponto de contato
com o product owner, mas nunca chefe, pois o time deve ser autônomo. Milan é o Scrum
Master, tendo pesquisado a fundo o Scrum e se responsabilizado por repassar as
informações para seus colegas e Carlos.

Time: Em outras metodologias, são os chamados programadores. O time Scrum é o
grupo de pessoas que realmente irão criar o projeto, neste caso, todos na SD4 são um
time só. Eles não devem ser divididos por especialidades e sim compartilhar um
conhecimento amplo de programação para que possam ter uma interação melhor e maior
aproveitamento do tempo disponível. Desta forma, não devem agarrar-se a títulos, se o
Leo é mais especializado em testes do que os outros e não houverem testes a fazer, ele
deve desenvolver código. A palavra-chave aqui é a auto-organização: o time deve decidir
o modo mais proveitoso de se executar cada tarefa, ao invés de algum tipo de gerente,
pois são eles mesmos quem mais conhecem os funcionamentos. Resolveram adotar a
programação em pares, Milan com Lara e João com Leo, que é uma prática do eXtreme
Programming mas frequentemente misturada com o Scrum por sua eficiência provada.

    • Eventos

Visão do Produto: Primeira reunião onde o Product Owner explica como deseja seu
software, quais devem ser as metas e funcionalidades que o Time deve alcançar. Esta
visão pode ser documentada da maneira que preferirem, como um pequeno texto. Milan,
o Scrum Master, ajuda Carlos a organizar estas funcionalidades, também chamadas
casos de uso, em uma lista no Excel que vai das essenciais para importantes e enfim
desejáveis conforme sua prioridade. Tal lista no contexto Scrum é o artefato Product
Backlog, que servirá como principal guia para o andamento do projeto.


Vale lembrar que se Carlos perceber mais tarde que precisa de algo a mais ou a
menos, é possível alterar o Product Backlog, como adicionar um item da lista. Este item
deve ser posicionado em sua devida prioridade.

Sprint Planning: Nesta etapa, que tem no máximo 8 horas no total para sprints de um
mês, são discutidos quais itens do Product Backlog devem ser feitos na iteração (sprint)
que sucederá. Em outras palavras, quantas funcionalidades poderão ser criadas no tempo
do sprint com base na capacidade do Time, além de entrar em maiores detalhes de cada
uma. O resultado do Sprint Planning é o artefato Sprint Backlog, que nada mais é do que
uma pequena porção do Product Backlog.


Sprint: Período no qual o Time irá desenvolver o Sprint Backlog, obrigatoriamente time-
boxed: os sprints de um mesmo projeto devem ter a mesma duração, entre duas a quatro
semanas. O mais comum é ter três semanas, 15 dias úteis, como no caso do projeto da
lanchonete do Carlos. Ao final do sprint é entregue um incremento usável do software e
imediatamente inicia-se o próximo, voltando à etapa do Sprint Planning. A vantagem de
priorizar entregas frequentes e parcialmente úteis no lugar de todo o programa
funcionando como planejado nos requisitos iniciais é poder observar como o usuário final
e o Product Owner avaliam estas versões beta, poder corrigir e embarcar casos
inesperados e ao final do processo entregar um software de maior valor.

Daily Scrum: Reunião diária de cerca de 15 minutos, sempre no mesmo local e horário,
durante o sprint e com todos os integrantes da equipe. Cada membro do time responderá
três perguntas básicas:
    1. O que fiz ontem?
    2. O que farei hoje?
    3. Há algo me impedindo de atingir as expectativas?
Respondidas, todos podem visualizar bem como vai o andamento do sprint.

Revisão do Sprint: Apresenta-se aquilo que foi feito durante o sprint, se está de acordo
com o esperado. Nesta reunião, que tem uma duração máxima de quatro horas para
sprints de um mês, o Product Owner verifica quais funcionalidades estão prontas, e se há
a necessidade de alterar o Product Backlog. Seu objetivo é, em resumo, validar e adaptar
o produto que está sendo construído, e o resultado normalmente é um Product Backlog
adaptado à situação atual.

Retrospectiva do Sprint: É uma reunião focada para o Time avaliar a si mesmo. Tem
como objetivo verificar se há necessidade de alterações no processo de desenvolvimento,
práticas que não foram bem aplicadas e devem receber mais atenção, por exemplo, ou
que não deveriam ser feitas. Inspeciona-se como foi o decorrer do sprint quanto a
ferramentas, relações, pessoas e processos, identifica-se o que foi bem e pode ser uma
melhoria em potencial e ao fim definem como o próximo sprint pode ser melhorado.

Referências

I. The Scrum Guide. Em: <https://www.scrumalliance.org/why-scrum/scrum-guide>.
Acesso em: 06 de Março de 2017.

II. Scrum – Aprenda Scrum em 9 Minutos. Em: <https://www.youtube.com/watch?
v=XfvQWnRgxG0>. Acesso em: 06 de Março de 2017.

III. Métodos Ágeis: Scrum. Em:
<https://www.oficinadanet.com.br/artigo/1971/metodos_ageis_scrum>. Acesso em:

06 de Março de 2017.

Iluminismo e Influências na Independência dos E.U.A. e Revolução Francesa


 O Iluminismo foi um movimento cultural, filosófico, político e social que colocava a razão como a melhor forma para conquistar emancipação, liberdade e autonomia. Esses ideais e seus pensadores se concentravam na capital francesa. Esse movimento era contrário ao absolutismo presente em toda a Europa. Eles apoiavam a liberdade religiosa e a educação para todos. Foram responsáveis pela criação das enciclopédias, livros que juntos tinham o objetivo de conter todo tipo de conhecimento existente. Num processo em que a maioria da população buscava forças para se virar contra a forma de governo, o Iluminismo veio como uma luz na mente dos revolucionários. Teve um papel fundamental em importantes acontecimentos como a Revolução Francesa, na tomada do poder absolutista, e a Independência dos Estados Unidos, antes colônia da Inglaterra.

Os iluministas, que se concentravam entre a elite intelectual europeia, acreditavam que o crescimento crítico era de suma importância para melhorar a educação e a situação geral de uma sociedade. Kant definiu o que é o Iluminismo da seguinte maneira:

O iluminismo representa a saída dos seres humanos de uma tutelagem que estes mesmos se impuseram a si. Tutelados são aqueles que se encontram incapazes de fazer uso da própria razão independentemente da direção de outrem. É-se culpado da própria tutelagem quando esta resulta não de uma deficiência do entendimento mas da falta de resolução e coragem para se fazer uso do entendimento independentemente da direção de outrem. Sapere aude! Tem coragem para fazer uso da tua própria razão! - esse é o lema do iluminismo (KANT, Immanuel. Berlinische Monatsschrift, Berlim, 1783, p. 516.)

No início do século XVIII, essa linha de pensamento tinha muita influência das questões da razão e natureza. Na primeira fase houve a busca na compreensão dos fenômenos físicos. Na metade do século 18, os pensadores se afastaram desses ideais e começaram a se basear em teorias sociais. O Iluminismo exerceu vasta influência sobre a vida política e intelectual da maior parte dos países ocidentais. A época do Iluminismo foi marcada por transformações políticas tais como a criação e consolidação de estados-nação, a expansão de direitos civis e a redução da influência de instituições hierárquicas como a nobreza e a igreja.
As teorias iluministas chegaram no Brasil no século XVIII e foram trazidas ao país através dos filhos abastados que iam estudar nas universidades europeias. Eles voltavam com os pensamentos que eram disseminados nesses países. O exemplo mais importante da influência do movimento em nosso país foi a Inconfidência Mineira ocorrida em 1789. Eles exigiam a independência do Brasil, a instauração da República, liberdade econômica, religiosa e de pensamento.
  O Iluminismo forneceu boa parte do fermento intelectual de eventos políticos que se revelariam de extrema importância para a constituição do mundo moderno, tais como a Revolução Francesa, a Constituição polaca de 1791, a Revolução Dezembrista na Rússia em 1825, os movimento de independência na Grécia e nos Balcãs, bem como, naturalmente, os diversos movimentos de emancipação nacional ocorridos no continente americano a partir de 1776. Muitos autores associam ao ideário iluminista o surgimento das principais correntes de pensamento que caracterizariam o século XIX, a saber, liberalismo, socialismo, e social-democracia.

  • A Independência dos Estados Unidos

A primeira experiência revolucionária a defender as ideias iluministas e reivindicar o fim da opressão monárquica ocorreu no território das Treze Colônias. Ali, foram as ideias de John Locke que encontraram maior eco na sociedade. Locke fora participante da Revolução Gloriosa, ponto de partida para o liberalismo do século XVIII, onde se originaram as ideias da existência de Leis naturais do contrato entre governantes e governados, da autonomia entre poderes de Estado, do direito a revolta e outras, consideradas pontos básicos da liberdade humana.
Os ideais iluministas chegaram nos EUA por importação da metrópole, mas tenderam a ser redesenhados com contornos religiosos e politicamente mais radicais. As ideias iluministas exerceram uma enorme influência sobre o pensamento e prática política dos chamados founding fathers (pais fundadores) dos Estados Unidos, entre eles: Benjamin Franklin e Thomas Jefferson.
Inconformados com as medidas restritivas e inspirados pelos escritos do pensador Locke, os colonos norte-americanos começaram a se opor à presença britânica nas Treze Colônias.
  Os ideais políticos influenciaram a Declaração de Independência dos EUA e a Carta dos Direitos dos Estados Unidos. Em 1787, ficou pronta a Constituição dos Estados Unidos com fortes características iluministas. Garantia a propriedade privada (interesse da burguesia), optou pelo sistema de república federativa e defendia os direitos e garantias individuais do cidadão.

  • A Revolução Francesa

A sociedade francesa do século XVIII era estratificada e hierarquizada. No topo da pirâmide social estava o clero que também tinha o privilégio de não pagar impostos. Abaixo do clero estava a nobreza formada pelo rei, sua família, condes, duques, marqueses e outros nobres que viviam de banquetes e muito luxo na corte. A base da sociedade era formada pelo terceiro estado (trabalhadores, camponeses e burguesia) que sustentava toda a sociedade com seu trabalho e com o pagamento de altos impostos. Pior era a condição de vida dos desempregados que aumentavam em larga escala nas cidades francesas.
A situação social era tão grave e o nível de insatisfação popular tão grande que o povo foi às ruas com o objetivo de tomar o poder e arrancar do governo a monarquia comandada pelo rei Luis XVI. O primeiro alvo dos revolucionários foi a Bastilha. A Queda da Bastilha em 14/07/1789 marca o início do processo revolucionário, pois a prisão política era o símbolo da monarquia francesa.
Durante o processo revolucionário, entre 5 de Maio de 1789 e 9 de Novembro de 1799, grande parte da nobreza deixou a França, porém a família real foi capturada enquanto tentava fugir do país. Presos, os integrantes da monarquia, entre eles o rei Luis XVI e sua esposa Maria Antonieta foram guilhotinados em 1793. O clero também não saiu impune, pois os bens da Igreja foram confiscados durante a revolução.
No mês de agosto de 1789, a Assembleia Constituinte cancelou todos os direitos feudais que existiam e promulgou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Este importante documento trazia significativos avanços sociais, garantindo direitos iguais aos cidadãos, além de maior participação política para o povo. Apesar de ser um marco que carrega as ideias iluministas de que a sociedade deve ser comandada por ela mesma, que todos os homens devem ter livre-arbítrio e liberdade de expressão, as mulheres não eram ainda consideradas cidadãs e portanto as “leis universais” não se aplicavam a elas.
  A Revolução Francesa é considerada por muitos o acontecimento que deu início à Idade Contemporânea, e está entre as maiores revoluções da história da humanidade. Aboliu a servidão e os direitos feudais e proclamou os princípios universais de "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" (Liberté, Egalité, Fraternité), frase de autoria de Jean-Nicolas Pache. Para a França, abriu-se em 1789 o longo período de convulsões políticas do século XIX, fazendo-a passar por várias repúblicas, uma ditadura, uma monarquia constitucional e dois impérios.

Baseando-se na corrente filosófica do iluminismo, a independência dos EUA foi auxiliada, assim como a revolução francesa, o conhecimento político e a filosofia de dar destaque ao conhecimento como uma forma de iluminar-se, puderam então, firmar-se nas palavras iluministas para conquistar seus objetivos. Tal corrente definiu a transição para a Idade Contemporânea, pois suas ideias de política e liberdade hoje estão presentes na sociedade ocidental quase como todo, e talvez a Idade Moderna ainda perdurasse não fossem os derramamentos de sangue e revoltas contra os legados da Idade Média.

Referências


  1. Revolução Francesa. Em: <http://www.suapesquisa.com/francesa/>. Acesso em: 22 de Março de 2017.
  2. Influência do Iluminismo na Revolução Francesa. Em: <http://internautasdahistoria.blogspot.com.br/2010/12/influencia-do-iluminismo-na-revolucao.html>. Acesso em: 22 de Março de 2017.

  1. Iluminismo. Em: <http://revolucao-francesa.info/iluminismo.html>. Acesso em: 22 de Março de 2017.
  2. Relação entre a Independência americana e o iluminismo. Em: <http://aformacaodosestadosunidos.blogspot.com.br/2013/04/relacao-entre-independencia-americana-e.html>. Acesso em: 22 de Março de 2017.
  3. Iluminismo. Em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Iluminismo>. Acesso em: 22 de Março de 2017.

Servidores

Em resumo, um servidor é, basicamente, um computador mais potente do que seu desktop comum. Ele foi desenvolvido especificamente para transmitir informações e fornecer produtos de software a outros computadores que estiverem conectados a ele por uma rede. Os servidores têm o hardware para gerenciar o funcionamento em rede wireless e por cabo Ethernet, normalmente através de um roteador.
Eles foram desenvolvidos para lidar com cargas de trabalho mais pesadas e com mais aplicativos, aproveitando a vantagem de um hardware específico para aumentar a produtividade e reduzir o tempo de inatividade.
Os servidores também oferecem ferramentas de gerenciamento remoto, o que significa que um membro da equipe de TI pode verificar o uso e diagnosticar problemas de outro local. Isso também significa que você pode executar manutenções de rotina, como adicionar novos usuários ou alterar senhas.

Quando se precisa de um servidor?
·         Você está usando dois ou mais computadores em sua empresa?
Armazenando e organizando os dados em um local central, você poderá acessar e compartilhar arquivos com facilidade e gerenciar informações de negócios com mais eficiência.

·         Você tem uma força de trabalho móvel?
Empresas que têm uma força de trabalho móvel (funcionários que trabalham de casa ou viajam com frequência) certamente precisam de um servidor. Seus funcionários podem se conectar remotamente à rede da empresa e acessar informações e recursos onde quer que estejam.

·         Seus funcionários compartilham documentos entre vários computadores?
Em caso afirmativo, você corre o risco de perder arquivos importantes, além de ter várias versões de documentos essenciais. Os servidores fornecem um local centralizado para armazenar e organizar documentos importantes.

Um servidor pode ajudar você a organizar os dados e a proteger seus negócios contra perda ou danos de arquivos. Você pode fazer backup das informações do servidor para um sistema de backup e de recuperação dedicado. Assim, se alguns dos dados importantes de sua empresa forem acidentalmente excluídos, perdidos ou roubados, você poderá ter certeza de que seus arquivos estarão seguros no backup e que você poderá restaurá-los novamente. Com vários discos rígidos em um servidor e com seus sistemas de backup, você pode ter certeza de que falhas no disco rígido não apagarão seu sistema novamente.
Um servidor permite que você gerencie e desenvolva seu próprio site, podendo administrar seus negócios com mais facilidade. Eles também permitem que todos no seu escritório tenham acesso a esses periféricos. E mais, os servidores transferem a carga de seu computador local e colocam as tarefas em filas para impressão ou para serem enviadas por fax.

Os principais sistemas operacionais para servidores são da Microsoft e do Linux, sem contar alguns Unix-Like, tais como FreeBSD e Solaris.

Sistemas Operacionais para Servidores Windows:
● Windows 2000 Server;
● Windows Server 2003;
● Windows Server 2008 R2;
● Windows Server 2012.

Sistemas Operacionais para Servidores Linux:
● Mandriva Enterprise Server 5;
● Ubuntu Server;
● Debian;
● Red Hat Enterprise 6 Linux;

● CentOS Server, entre outros.

Referências


http://pt.slideshare.net/luizpicolo/slide-sistemas-operacionais-para-servidores
http://www.cafw.ufsm.br/~roberto/wp-content/uploads/2010/08/so-capitulo-1.pdf
http://www.racker.com.br/artigos/top-7-sistemas-operacionais-de-servidores

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Como fazer uma armadilha para curiosos – Windows

1. Abra o Bloco de Notas.

2. Digite o seguinte texto:

shutdown -s -f -t 00

Este é o comando para desligar o computador imediatamente, e sem pedir nenhuma confirmação.

3. Salve no formato “Todos os arquivos”, e no nome, coloque a extensão .bat, como em “não clique aqui.bat”.

4. Mova o arquivo para algum lugar meio escondido. Eu deixei na pasta Documentos mesmo. Note que a extensão dele é visível.

5. Vá para a Área de Trabalho e crie um atalho (clique direito > Novo… > Atalho) para o arquivo que acabou de criar. Nomeie o atalho como “não clique aqui” ou “VÍRUS”, algo que chame a atenção assim.

6. Clique com o botão direito sobre o atalho, vá em Propriedades > Mudar ícone… > escolha algum ícone interessante de pasta, salve as alterações e feche.


Pronto! Agora caso alguém meta o nariz onde não foi chamado, pode acabar desligando seu pc sem nem perceber como…

domingo, 6 de novembro de 2016

Ferramentas CASE

1 - O que são ferramentas CASE?
As ferramentas CASE ( Computer Aided Software Engineering ) estão para a Engenharia de Software assim como o CAD ( Computer Aided Design ) está para a Engenharia Civil. São programas que auxiliam o Analista na construção do sistema, prevendo ainda na prancheta, como será sua estrutura, quais serão suas classes, entidades, seus fluxos internos e muitos outros detalhes. São elaborados vários diagramas que em conjunto constituem praticamente uma “planta” do sistema a ser desenvolvido.

2 - Ferramentas CASE se dividem em três categorias. Explique sobre as três

01. Lower CASE – ferramentas de codificação (front-end);
Apoia as etapas iniciais de criação dos sistemas: as fases de planejamento, análise e projeto do programa ou aplicação.
02. Upper CASE – ferramentas de análise, projeto e implementação;
Apoiam a parte física, isto é, a codificação testes e manutenção da aplicação.
03. Integrated CASE – união de Upper e Lower CASE, ou seja, cobrem todo o ciclo de vida do software.

3 - Como escolher a ferramenta?
O primeiro passo é saber qual será o uso da ferramenta na sua empresa. Isto é, ferramenta para codificação ou ferramenta para análise. Como existem inúmeras tarefas no desenvolvimento e várias ferramentas no mercado, responder esta pergunta não será atividade fácil.

Outro fator importante é que a ferramenta deve ser aderente ao conceitos (análise estruturada ou orientação a objetos, por exemplo) de trabalho na sua empresa.Como estes conceitos e técnicas evoluem no tempo. É importante que a ferramenta escolhida suporte várias técnicas ou esteja preparada para evoluir
(UPGRADE).

Vale a pena lembrar que, as perguntas abaixo são muito importantes na escolha da ferramenta:

01. O time de desenvolvimento está preparado tecnicamente para trabalhar com ferramentas case?
02. Preciso capacitar os recursos de minha empresa?
03. A metodologia de desenvolvimento em minha empresa está “amadurecida”?

Na prática, as ferramentas existentes no mercado possuem as características colocadas acima, destacam-se os seguintes pontos:

– Desenvolvidas sobre uma arquitetura inteligente (customizável);
– Possuem "facilitadores" para auxiliar nas tarefas repetitivas;
– Verificação da consistência através de regras específicas;
– Geração de relatórios para acompanhamento do trabalho;
– Interfaces com outros aplicativos de desenvolvimento.

Em resumo, as ferramentas CASE automatizam uma grande variedade de tarefas: Geração de documentação,Testes, Engenharia Reversa, Geração de código, Geração
de Relatórios entre outras atividades. Por este motivo, também são conhecidas como “Ferramentas de Produtividade”.

Escolher a melhor ferramenta não é uma tarefa simples. Cada empresa tem necessidades e problemas específicos a serem resolvidos.

Referências

http://www.devmedia.com.br/ferramentas-case-parte-i/1505

Elementos de um Sistema Operacional

Um processo é definido como um programa em execução. Um mesmo programa pode ter mais de um processo. Cada um possui um espaço reservado na memória principal, contendo informações como a pilha de execução, o código-fonte e os dados utilizados por ele. Uma característica fundamental dos processos é que o sistema operacional tem controle sobre ele, podendo interromper, reiniciar, criar e destruir conforme necessário. Para que isso ocorra sem perdas de dados, são armazenados os identificadores de usuário (UID), do processo (PID) e às vezes de grupo (GID), além do estado no momento que o processo é interrompido para tratar outro, registrado nos registradores da CPU. Cada grupo de informações de determinado processo está armazenado na tabela de processos do sistema. Essa tabela é um vetor e portanto possui um limite para a quantidade de processos que o sistema operacional pode lidar. Outra característica é que um processo “pai” é capaz de criar novos processos “filhos”, gerando uma estrutura de árvore, uma hierarquia.

Os arquivos são como divisões que servem para organizar os dados no disco. Há arquivos especiais, denominados pastas ou diretórios, que são caracterizados por agrupar dentro de si outros arquivos comuns ou diretórios, e ajudam a regionalizar os arquivos, facilitando sua busca. A junção de todos os arquivos existentes é chamada de sistema de arquivos. Graças aos diretórios, são formadas hierarquias similares a aquelas de processos, representadas com uma estrutura de árvore também, onde o diretório-raiz / é o tronco, os diretórios do sistema os galhos principais e outros arquivos, as folhas e galhos menores. Para chamar um arquivo específico há dois modos: nome absoluto, onde chama-se cada diretório desde / até o nome do arquivo, ou relativo, partindo apenas do diretório de trabalho. Os únicos arquivos disponíveis a acesso são aqueles que integram o sistema operacional, portanto, para utilizar uma mídia removível como um CD, é necessário definir o ponto de montagem, um diretório no qual será inserido o sistema de arquivos do CD, e então montá-lo ali, resultando uma hierarquia singular. Há dois tipos de arquivos especiais: arquivos de bloco, que são maioria, podem ser acessados em qualquer ordem, enquanto os arquivos especiais de caracteres só podem ser acessados por certo fluxo de caracteres consecutivos. Podemos alterar a entrada e a saída de dados dos processos utilizando um pipe (do inglês “tubo”), uma espécie de pseudoarquivo.

O interpretador de comandos, conhecido como terminal ou shell, é uma interface capaz de receber comandos inseridos via teclado, interpretá-los e executar. Ele pode ser a interface principal do sistema, como no MS-DOS ou por opção no Linux, ou ser emulado no modo gráfico). Ao inicializar, ele apresenta o símbolo $, informando que está logado como usuário comum e pronto para receber o comando. Alguns comandos básicos são date, que mostra a data e a hora atual do sistema, e cat exemplo.txt, que mostrará o conteúdo do arquivo exemplo.txt. Ao digitar date e pressionar enter, o interpretador exibe a data e hora em uma linha, depois disso pula uma linha e mostra $ de volta. Esta é uma tarefa simples, mas outras mais complexas, como o download de um arquivo, pode demorar certo tempo e você pode não dispor de espera para executar outra coisa. Para isso, pode colocar um comando para rodar em segundo plano, e o interpretador libera sua interface para a inserção de novas tarefas, para tanto basta adicionar o símbolo & no final no comando lento.


Um processo não pode acessar diretamente o hardware; ele realiza chamadas ao sistema operacional, para que este execute aquilo que ele precisa. Entre eles, existem as bibliotecas, procedimentos pré-definidos que facilitam a escrita de atividades um pouco complexas. O procedimento chama a biblioteca que por sua vez chama o kernel do sistema.

Referências

http://www.videoaula.rnp.br/portal/videoaula.action?idItem=448

Fim do Império Romano


Roma foi a maior cidade de toda a Antiguidade, e teve também o império mais grandioso. Foi base para toda a cultura ocidental atual, na Arte, na guerra, na política, linguagem e assim por diante. Em seu auge, o Império Romano dominava um quinto da população mundial, entre 50 e 65 milhões de pessoas, estendendo-se ao redor de todo o Mar Mediterrâneo e além. Mesmo com tamanha supremacia, como regra, nenhum império é para sempre. Será abordado a seguir como aconteceu a queda de Roma em um contexto geral, seus motivos e consequências.

O Império Romano propriamente dito foi estabelecido em 27 a.C., ao fim da República Romana. Sua principal característica era uma estrutura em maioria comercial, ao invés de agrária, onde as províncias, terras conquistadas pelos romanos, forneciam recursos como escravos e impostos para a capital Roma, situada às margens do Rio Tibre, na Itália. Para manter esse sistema, possuiam exércitos poderosos, uma teia de estradas para facilitar a logística, e frequentemente guerreavam com povos vizinhos, seja para defesa ou conquistar novos espaços.


Seu auge foi em volta de 117 d.C., e a decadência se tornou perceptível no século III. Sendo a escravidão por dívida considerada ilegal, o único meio de obter novos escravos era a tomada de terras, mas nesta época, havia terminado o período de conquistas territoriais. O exército se dedicava exclusivamente para a defesa, e com a falta de mão de obra escrava nas lavouras, a produção começou a cair, enquanto dentro do governo, haviam altos gastos com luxo e corrupção.

Conforme a lei de oferta e procura, quanto menor a quantidade produzida de determinado produto e maior a necessidade por ele, maior é o preço, e vice-versa. Foi isso que aconteceu: a população, tendo que pagar mais para sobreviver, não mais conseguia pagar os impostos para o imperador. Os cofres do império se esvaziavam, e não havia dinheiro suficiente para a construção de estradas, pagamento de salários, compra de armas, muito menos serviços destinados à plebe. Uma grave inflação ocorria.
Ao manter grupos de militares patrulhando as fronteiras muito distantes dos líderes verdadeiros, esses grupos foram perdendo as características de lealdade, patriotismo e organização típicos de exércitos romanos. Eram recrutadas pessoas da redondeza, como camponeses e até mesmo os “bárbaros”: tribos germânicas que não estavam sob controle do Império e viviam ao oeste, noroeste e norte do território, algumas conhecidas por sua selvageria e caos ao lutar. Outro fator a enfraquecer o exército foi a falta de salário vindo da capital, que levou muitos a desistirem dos postos.

No ano de 395 d.C., o imperador Teodósio divide o território romano em dois: Império Romano Ocidental, cuja capital continuou a ser Roma, e o Império Romano Oriental, com a cidade de Bizâncio como capital, que foi rebatizada de Constantinopla sob comando de Constantino. Esta, por sua vez, se estendeu por mais de um milênio após o fim do outro império, se tornando o Império Bizantino.

Somada a condições climáticas, a fragilidade de Roma atraiu a atenção de muitos povos vizinhos do norte da Europa e regiões da Ásia. Iniciou-se uma onda migratória desses para dentro de terras romanas, em sua maioria pacífica, mas com conflitos com o exército romano. Por medo dos saques e assassinatos, a população urbana, que já estava em situação extremamente precária, realizou um êxodo urbano, indo se estabelecer no campo e criando o sistema de colonato, que consistia na relação entre pessoas com precárias condições de subsistência e grandes proprietários de terras, que contratavam seus serviços e, em troca, ofereciam proteção e terras para o trabalho. Muitos proprietários que possuíam escravos passaram a libertá-los e a estabelecer também o regime de colonato com eles. Esse processo acabou por provocar uma decadência dos centros urbanos e da atividade comercial nas cidades, deixadas nas mãos dos novos conquistadores.

Os hérulos, comandados pelo general Odoacro, invadem Roma no ano de 476 d.C., depondo Rômulo Augusto, um imperador de apenas 15 anos que foi viver com conforto em um castelo em Nápoles, assim dando fim ao império ocidental.

A queda de Roma foi um marco na história da humanidade, que permitiu o desenvolvimento das tantas culturas distintas na Europa, e consequentemente, tudo o que conhecemos hoje como Hemisfério Ocidental. As diferentes tribos que tomaram o território romano deram origem a agrupamentos que hoje são países como Inglaterra, Portugal, Espanha, França e em diante. No campo, o sistema de colonato foi uma das primeiras características da Idade Média, que didaticamente iniciou-se logo após a queda de Roma. O cristianismo, que ganhou adeptos durante a desestruturação do império, se torna a religião principal e ajuda a moldar a nova sociedade européia. 

Referências







Método de Ordenação Bubble Sort em Python

#Código adaptado de:
#http://www.devmedia.com.br/entendendo-o-algoritmo-bubble-sort-em-java/24812
desordenado = [ ]
n = input("Digite o tamanho da lista que deseja ordenar: ")
for i in range(n):
x = input("Digite valor: ")
desordenado.append(x)
print("Valores inseridos: "); print(desordenado)
for i in range(n):
for j in range(n-1):
if desordenado[j] > desordenado[j+1]:
aux = desordenado[j]
desordenado[j] = desordenado[j+1]
desordenado[j+1] = aux
ordenado = desordenado
print("Lista ordenada:"); print(ordenado)

sábado, 30 de abril de 2016

Gerações das Linguagens de Programação

Baixo Nível

  • Primeira Geração

A chamada linguagem de maquina ou binária. É a única linguagem que um microprocessador pode entender nativamente. O código de máquina não pode ser escrito ou lido por um editor de texto, e portanto é raramente usado por uma pessoa diretamente. Esta linguagem ordena à máquina as operações fundamentais para seu funcionamento. Consiste na combinação de 0's e 1's para formar as ordens compreensíveis ao hardware da máquina, os chamados bits.

Esta linguagem é muito mais rápida que as linguagens de alto nível, mas a desvantagem é que são bastante difíceis de manejar e usar, além de ter códigos-fonte enormes onde encontrar uma falha é quase impossível e a portabilidade é significativamente reduzida – ao transferir código para um computador diferente o código tem que ser completamente reescrito visto que a linguagem de máquina de um computador para outro poderia ser significativamente diferente. Ou seja, seria como se cada modelo de computador tivesse sua própria linguagem, por esta estar estritamente relacionada com o hardware.

Exemplo dum programa em linguagem máquina SCRAM:

00010001

01010010

00110011

  • Segunda Geração (Assembly)

É um derivado da linguagem máquina, também chamado de linguagem de montagem e é formada por abreviaturas de letras e números chamados mnemotécnicos. Embora não seja uma linguagem nativa do microprocessador, um programador que use a linguagem Assembly ainda deve compreender as características da arquitetura do processador. Com o aparecimento desta linguagem se criaram os programas tradutores para poder passar os programas escritos em linguagem Assembly para linguagem de máquina. Como vantagem com respeito ao código máquina é que os códigos-fontes eram mais curtos e os programas criados ocupavam menos memória. As desvantagens desta linguagem são, além de também ser única para cada tipo de CPU, de forma que um programa escrito em linguagem assembly para uma CPU poderá não ser executado em outra CPU de uma família diferente, a dificuldade em aprender uma linguagem distinta da natural humana. A seguir, um exemplo de programa na linguagem Assembly:


Alto Nível

  • Terceira Geração
Linguagem de programação na qual o elemento básico de programação é a procedure (uma sequência de instruções – rotina, sub-rotina ou função – associadas a um nome próprio). As linguagens de alto nível mais utilizadas (C, Pascal, BASIC, FORTAN, COBOL, Ada) são todas linguagens procedurais. Para ser considerada procedural, uma linguagem de programação deve suportar o conceito de procedimentos, e possuir uma sintaxe para defini-los. Idealmente, ela deve suportar a especificação de tipos de argumentos, variáveis locais, chamadas recursivas e o uso de procedimentos em módulos distintos de um programa. Ela também pode suportar a distinção entre argumentos de entrada e de saída.

O exemplo canônico de uma linguagem de programação procedural é ALGOL. Uma linguagem em que a única forma de procedimento é um método é geralmente considerada orientada a objetos ao invés de procedural, e não será incluída nesta lista. Isto se aplica a C# e Java, mas não a C++.
  • Quarta Geração
O termo linguagens de programação de quarta geração (4GL, linguagens aplicativas ou de aplicação) foi usado primeiramente por James Martin em seu livro publicado em 1982 "Applications Development Without Programmers" para se referir a estas linguagens não-procedurais e de alto-nível. Alguns acreditam que a primeira 4GL foi uma linguagem chamada RAMIS, desenvolvida por Gerald C. Cohen na empresa Mathematica (uma companhia de softwares matemáticos).

A principal diferença entre as linguagens de terceira e quarta geração, é que estas primeiras são linguagens procedurais que descrevem como fazer algo, enquanto a 4GL descreve o que você quer que seja feito.

Uma 4GL que se popularizou foi a linguagem SQL (Structured Query Language), que se tornou um padrão para manipulação e consulta de bancos de dados, sendo hoje em dia muito usada em conjunto com as linguagens de terceira geração.

  • Quinta Geração
Linguagens voltadas a Inteligência artificial (Prolog) e as linguagens funcionais (Lisp). Prolog é uma linguagem de programação que se enquadra no paradigma de Programação em Lógica Matemática. É uma linguagem de uso geral que é especialmente associada com a inteligência artificial e linguística computacional. Consiste numa linguagem puramente lógica, que pode ser chamada de Prolog puro, e numa linguagem concreta, a qual acrescenta o Prolog puro com componentes extra-lógicos.

O uso Prolog puro foi originalmente restrito em provas do teorema da resolução com Cláusulas de Horn do formato:

H :- B1, …, Bn..

Lisp é uma família de linguagens de programação concebida por John McCarthy em 1958. Num célebre artigo, ele mostra que é possível usar exclusivamente funções matemáticas como estruturas de dados elementares (o que é possível a partir do momento em que há um mecanismo formal para manipular funções: o Cálculo Lambda de Alonzo Church). A linguagem Lisp foi projetada primariamente para o processamento de dados simbólicos. Ela é uma linguagem formal matemática [4]. Durante os anos de 1970 e 1980, Lisp se tornou a principal linguagem da comunidade de inteligência artificial, tendo sido pioneiro em aplicações como administração automática de armazenamento, linguagens interpretadas e programação funcional. O seu nome vem de LISt Processing (a lista é a estrutura de dados fundamental desta linguagem). Tanto os dados como o programa são representados como listas, o que permite que a linguagem manipule o código fonte como qualquer outro tipo de dados.

Referências

http://www.criarweb.com/artigos/685.php

http://www.dcc.fc.up.pt/~nam/aulas/0001/ic/slides/sliic0017/node3.html

http://diariodaprogramacao.blogspot.com.br/2012/07/linguagem-de-

programacao.html

http://www.laifi.com/laifi.php?id_laifi=608&idC=5762

http://pt.slideshare.net/RodrigoGonalves8/linguagem-da- programao

http://camilahamdan.wikidot.com/wiki:lp-aula- ii-geracoes- da-lp

Trovadorismo - Resumo

O trovadorismo, também conhecido por lírica medieval galeico­-portuguesa, foi a primeira manifestação literária portuguesa. Surgiu em Portugal no século XII, após cessarem as disputas pelo território lusitano, e durou até a metade do século XIV. Os cavaleiros perderam suas posições de defender o reino, levando-­os a adotar uma nova função social: assim surgiram os trovadores.
 No começo, havia uma disputa pelo título de trovador entre os ex­-cavaleiros e os artistas da plebe, hoje conhecidos como jograis. Os jograis se intitulavam trovadores, porém os cavaleiros queriam que o título designasse somente os artistas da nobreza, para enfatizar suas diferenças sociais. Ambos apresentavam ao público suas composições em forma de cantigas acompanhadas por instrumentos; os jograis, nas ruas para os cidadãos comuns, e os trovadores nos palácios, para a corte, além de terem seus poemas registrados em pergaminhos, os cancioneiros, alguns dos quais chegaram aos dias atuais.
 Classificação dos textos trovadorescos:
● Cantiga de Amigo (Poesia Lírica): ambiente rural, linguagem simples e forte musicalidade (ex: paralelismo – repetição de palavras ou frases). Eu-lírico feminino, que vive se lamentado porque o namorado foi para a guerra. Amor natural e espontâneo. Obs.: nesse contexto, "amigo" tem o mesmo sentido de "namorado". 
● Cantiga de Amor (Poesia Lírica): linguagem mais rebuscada, ambientação aristocrática das cortes. Eu­-lírico masculino, que vive se declarando para uma mulher idealizada, inatingível e distante (amor cortês: convencionalismo amoroso). Seu amor nunca é correspondido e o homem sempre é inferior à mulher, como um vassalo (servo feudal) em relação ao seu suserano (senhor feudal).
● Cantiga de Maldizer (Poesia Satírica): Crítica direta, linguagem agressiva e zombaria. Às vezes apareciam até palavrões. Eram cantigas usadas para falar mal das pessoas de modo explícito.
● Cantiga de Escárnio (Poesia Satírica): Crítica indireta, linguagem sutil (jogo de palavras), ironia e duplo sentido. O nome da pessoa que era zombada não era revelado.
● Novelas de Cavalaria (Prosa): adaptações das canções de gesta (poemas que narravam aventuras heroicas). Aventuras fantásticas de cavaleiros lendários e destemidos. Detalhes da vida e dos costumes da sociedade da época.
● Teatro: Mistérios (episódios bíblicos), milagres (episódios da vida dos santos), moralidades (didático-­moralista, com personagens abstratos ou defeitos morais).

Referências

MAIA, J.D. Português Maia - Volume Único. 1ª ed. Ática, 2009.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

As Pirâmides do Egito Antigo

As pirâmides do Egito foram as maiores construções humanas por milhares de anos, inspirando perguntas como: qual era sua função? O que há dentro? Como foram construídas? Os fundamentos se encontram na cultura e religião da época.
Os egípcios eram politeístas, ou seja, cultuavam vários deuses. Também acreditavam na magia e na vida após a morte. Para ser recebido, o morto teria seu coração pesado em comparação com a Pena da Verdade, e seu destino julgado conforme os atos em vida. Os faraós, seus parentes e alguns sacerdotes, por outro lado, ressuscitariam em certo tempo, no mesmo corpo de quando vivo. A mumificação servia para eternizar o corpo, de forma que estivesse em bom estado quando a alma retornar. Uma vez ressuscitado, o faraó teria consigo todos os seus pertences, queridos, até animais de estimação e alimento consigo, no interior da pirâmide. Há teorias que afirmem que a construção também fosse utilizada como templo religioso, visto que sua forma representava a luz do Sol, Rá, rei dos deuses.
As primeiras estruturas funerárias dos egípcios não passavam de pequenos montes de areia sobre o local onde o corpo era enterrado. O monte representava o primeiro espaço de terra  firme que surgiu, conforme suas crenças, um símbolo da vida. As técnicas foram aprimoradas, até surgirem as mastabas: estruturas de base retangular e a superfície superior plana, construída com tijolos de argila. A mastaba protegia uma câmara subterrânea, onde ficava  o túmulo e pertences pessoais.
A primeira pirâmide de pedra veio muito tempo depois, e no lugar de superfícies lisas, possui degraus. Composta por seis mastabas empilhadas, ela foi erguida às ordens do faraó Djoser por Imhotep, que é considerado hoje o primeiro arquiteto a trabalhar em rocha. Grande matemático, passou a ser adorado na época tanto quanto o faraó, devido ao seu feito, que inspirou os faraós seguintes a criarem pirâmides cada vez mais fantásticas. Seu legado sobrevive até hoje nos grandes arranha-céus e outros monumentos impressionantes. A pirâmide então passou a simbolizar o poder e status do faraó, se tornando uma preocupação para os mesmos ainda jovens e investimentos imensos foram feitos.
Foram encontradas mais de 80 pirâmides pelo Egito, entretanto as maiores, mais imponentes e em melhor estado estão localizadas em Gizé. Foram construídas aos faraós Quéops, Quéfren e Miquerino, (pai, filho e neto, respectivamente). A maior delas é a de Quéops, e até hoje é o monumento mais pesado já criado pelo ser humano. Seu sucessor construiu também a Esfinge e um templo nas proximidades, apesar da sua pirâmide ser menor. Miquerino construiu sua pirâmide ainda menor que a de Quéfren, mas investiu na aparência externa, revestindo de um material mais nobre do que o calcário.
Devido ao fato de que as pirâmides eram faróis para ladrões, os antigos egípcios abandonaram a prática após isso. Outro fator de influência era a despesa. Passaram então a abrigar os faraós, seus pertences e amados em catacumbas que simulavam ao máximo a paisagem natural, como esconderijo, em um local hoje chamado Vale dos Reis. Contudo, até hoje, eles conquistaram seu objetivo de eternizar e encantar com as pirâmides.

Referências

Documentário: Egito Revelado, episódio Os Segredos das Pirâmides.

A Musculação e o Uso de Anabolizantes

O treino em academias buscando aumento de massa muscular vem sido cada vez mais procurado, em função da ideia de corpo perfeito. Esse treino é chamado musculação, e muitas vezes pode induzir a pessoa a uma obsessão, levando-a a buscar formas de agilizar o processo de fisicultura, sem levar em consideração os riscos e consequências em geral. Este tema será abordado a seguir.

Poucas pessoas procuram ganhar força ao fazer musculação. Atualmente, há uma imagem de perfeição na cabeça de jovens e adultos, onde grandes bíceps e uma barriga tanquinho são sinônimos de beleza e jovialidade, porém uma alimentação saudável e exercícios físicos muitas vezes não são suficientes para as metas delas, ou são processos “muito lentos”. A pessoa então, geralmente homem, encontra em substâncias químicas a saída, sejam elas energéticos, suplementos alimentares ou esteroides anabolizantes. Os dois primeiros são comuns e de consumo legal, apesar de também terem seus riscos, nunca se deve exagerar e os suplementos necessitam de avaliação médica prévia, enquanto os esteroides são substâncias extremamente tóxicas a longo prazo e são proibidas para consumo sem prescrição médica.

Os esteroides anabolizantes são em sua maioria hormônios sintéticos masculinos (androgênios) criados em laboratório com a finalidade de tratar deficiências de testosterona, casos graves de caquexia ou doenças e desgastes físicos severos após cirurgias. Elas aumentam a síntese proteica, a oxigenação e o armazenamento de energia, de modo a aumentar a capacidade de trabalho e a massa muscular. Eles podem ser adquiridos legalmente por prescrição médica, mas como o indivíduo não pode obter assim, adquire ilegalmente como várias outras drogas.

Cada organismo reage de maneira diferente à formula, portanto entre os sintomas durante o uso de esteroides, pode­se destacar: aumento do peso, oleosidade da pele e do cabelo, pressão e colesterol altos, agressividade, estrias, acne, calvície, tremores e cistos. Nas mulheres pode engrossar a voz, aumentar o clitóris, gerar disfunções menstruais e pelos faciais. Já nos homens, pode resultar em redução no tamanho dos testículos, dor ao urinar, baixa contagem de espermas, aumento do risco de câncer de próstata, desenvolvimento de seios e infertilidade. Já efeitos a longo prazo incluem aumento das chances de desenvolver câncer, depressão, doenças como AIDS (devido ao compartilhamento de seringas), tumores nos rins e no fígado, icterícia, complicações coronárias e até mesmo vício.

Diante de tantos riscos, é difícil imaginar o que leva alguém a injetar ou ingerir essas substâncias. Muitos acreditam que compensa pelo resultado imediato no físico, mas como pôde ser comprovado, uma vida saudável continua sendo o melhor modo de vida, sem buscar soluções mágicas para nada, pois não há magia. Há apenas ações e reações, e é preciso muita cautela quando sua vida pode estar em jogo, como as de quem usa anabolizantes com a ideia de que faz bem.

Referências

http://www.antidrogas.com.br/mostraartigo.php?c=791&msg=Muscula%E7%E3o%20e%2

0uso%20de%20ester%F3ides%20anabolizantes

http://www.minhavida.com.br/fitness/galerias/15265­anabolizantes­fazem­crescer­os-
musculos­sob­risco­de­cancer­e­infarto

http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como­os­anabolizantes­agem­no­corpo-
humano

http://www.mundoboaforma.com.br/como­esteroides­anabolizantes­alteram­o­homem­e-
mulher/

http://globoesporte.globo.com/eu­atleta/saude/noticia/2013/05/dados­cientificos­apontam-

para­os­problemas­do­uso­de­anabolizantes.html

Resumo - Soluções

Em Química, uma solução é definida como a mistura homogênea de duas ou mais substâncias: a que dissolve, chamada de soluto ou disperso, e a que solve, o solvente ou dispersante. Soluções líquidas são as mais apresentadas, porém também há soluções gasosas e sólidas. No caso das sólidas, é preciso torná-las líquidas para realizar a mistura. Soluções estão muito presentes em nosso cotidiano, como em um suco, uma liga de aço, grande parte das reações químicas e em um composto de água e sal, que será o exemplo mais utilizado.

O soluto sempre será a substância em menor quantidade, em oposição ao solvente. A água é usada como solvente universal, mas por ser polar, apenas dissolve outras substâncias polares. Para dissolver uma molécula polar, como a da naftalina, é preciso de um solvente também polar, como o hexano. Ao misturar sal (soluto) na água, a solução estará em uma das três categorias possíveis conforme a concentração:

● Insaturada, quando há baixa concentração de soluto;
● Saturada, quando a concentração atinge o coeficiente de solubilidade;
● Supersaturada, quando ultrapassa o coeficiente de solubilidade,
precipitando o soluto em excesso.

A concentração é determinada pela quantidade de soluto no solvente, e pode ser expressa em diversas formas. A mais utilizada cotidianamente é a comum, uma simples divisão de gramas de soluto por litro da solução. O título ou fração em massa considera apenas as massas, sendo a divisão da massa do soluto pela massa do solvente. O título em volume é semelhante, mas leva no cálculo o volume no lugar das massas, e ambos os títulos não possuem unidade, pois são geralmente expressos em percentual. Em laboratórios, é mais usada a concentração molar, que é expressa em mols (quantidade de matéria) do soluto por litro de solvente.

Coeficiente de solubilidade, por sua vez, é a concentração máxima de soluto que o solvente em questão é capaz de dissolver, normalmente expressa em gramas de soluto por gramas de solvente. Vale ressaltar que ele pode variar conforme as condições de temperatura e pressão. A solubilidade do NaCl na água a condições normais de temperatura e pressão equivale a 36 gramas para cada 100 gramas de água, ou seja, se misturar mais que 36 gramas de sal num copo de 100 gramas de água, parte dele não diluirá e formará um corpo de fundo.

Sabendo que a solubilidade varia em função da temperatura, podemos registrá-la na forma de gráfico, chamado de curva de solubilidade. O exemplo a seguir mostra o coeficiente de solubilidade do nitrato de potássio (KNO 3 ) em 100 gramas de água.


Com isso, podemos concluir que a maioria dos compostos ao nosso redor são soluções, apesar de terem categorias muito mais distintas e que podem ser mais aprofundadas do que esta pesquisa apresenta. Elas estão por aí naturalmente, como a água que se encontra em rios e mares, nos minérios dos quais são retirados componentes químicos, podem também serem criados pela indústria como combustíveis e ligas metálicas, ou por nós mesmos, ao misturar o sabão em pó em água para lavar roupa e entre outros. A Química busca estudar e dá nome a cada coisa que é possível nesses casos, para que possamos prever algo mesmo quando não se pode realizar.

Referências

http://manualdaquimica.uol.com.br/fisicoquimica/coeficientesolubilidade.htm
Google Imagens.
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/quimica/solucoessolutosolventeconcentracaoecurvadesolubilidade.htm
http://www.infoescola.com/compostosquimicos/solventes/
Meu caderno.

Conhecimento, Pensamento e Tipos de Conhecimento

Pensar está relacionado com a tomada de decisões de acordo com a situação e seu conhecimento, distinguindo o ser humano de outros animais. É a capacidade de tirar conclusões e opinar sobre algo. Já o conhecimento pode ser definido como aquilo que uma pessoa assume verdadeiro, ou o conjunto de definições e ideias que esta acumula ao longo da vida. Há seis tipos de conhecimento:
  • Conhecimento Empírico: É o chamado saber popular. Fundamentado nas experiências cotidianas, este tipo não busca explicar motivos, apenas consequências;
  • Conhecimento Teológico: Tem como base a fé no sobrenatural, tais como espíritos e deuses, indicando verdades imutáveis e incontestáveis, mesmo que não hajam evidências;
  • Conhecimento Filosófico: Busca respostas aos “porquês” da humanidade, explicar o cosmo, utilizando a razão humana como meio de encontrá-las. Apesar de julgar fatos concretos com a lógica, o conhecimento filosófico pode divergir entre grupos ou pessoas distintas;
  • Conhecimento Científico: Busca entender o “como” de tudo, baseando-se em experimentos, análises e lógica. Não há verdades definitivas a este ver, apenas aproximações que tentam aprimorar. Todo o conhecimento está sujeito a mudanças, caso seja encontrada uma explicação mais precisa;
  • Conhecimento Técnico: Permite ao ser humano agir, modificar objetos e facilitar sua vida, ao aplicar na prática outras formas de conhecimento;
  • Conhecimento Artístico: Tem como objetivo completar o ser humano de maneira metafísica, expressando o belo de forma que ele possa ser implementado no espírito.
Referências

Apostila: Tipos de Conhecimento.